AgileBrazil 2011 – parte 1

Bom, pensei em como escrever um post sobre o AgileBrazil E Fortaleza ao mesmo tempo, mas não dá. Há muito o que contar sobre ambos, então vai um post de cada vez. O de hoje, falarei sobre o evento.

O AgileBrazil é uma convenção muito boa de métodos ágeis de desenvolvimento de software. Frequentei-o ano passado, e esse ano achei a organização muito melhor do que da outra vez (e o lugar também foi uma excelente escolha). Porém, senti uma queda no nível das palestras, embora eu não sei se foi por má escolha minha ou porque o nível estava mais baixo mesmo. Por sinal, todas as palestras estão disponíveis no site oficial do AgileBrazil, para quem quiser baixá-las (a minha estará em breve também).

No primeiro dia, quarta-feira, optei pela palestra Slicing and dicing your user stories. Achei fraquíssima, até porque a palestra mesmo foi muito abstrata: o assunto foi tão vago que eu senti que, se eu estivesse falando de maçãs ao invés de user-stories, o resultado final seria o mesmo. Faltou profundidade, tudo ficou muito superficial, e sendo bem sincero eu não entendi direito aonde eles queriam chegar.

A segunda palestra que eu vi foi Exploring User Wish through Mindmapping, e em contraste com a primeira, essa palestra foi excepcional. Foi verdadeiramente uma aula de como mapear qualquer coisa com mind-mapping, além da apresentação do software Astah, que parece fazer esse trabalho de mind-map muito bem (embora o palestrante tenha falado que iria enviar uma cópia para quem pedisse, eu não vi ainda nenhum e-mail dele…). Mas enfim, mesmo com o excesso de propaganda, deu para entender bem aonde ele quer chegar, e inclusive ele passou um exemplo que ele usa para montar a entrevista primária com o usuário (tudo em mind-mapping). Ou seja, o trabalho dele foi mostrar como fazer o levantamento de requisitos, antes ainda de escrever as user-stories.

Por fim, vi a palestra A sociedade do Dojo e os grupos de Capoeira, uma discussão interessante sobre como fazer as pessoas irem mais aos Dojos (quantos de nós fomos em um Coding Dojo, e nunca mais?), com a discussão de como montar um sistema de reconhecimento para quem vai aos Dojos, quem participa, etc. A discussão completa não está terminada ainda, mas foi bom saber que esse problema não existe só em SP.

No segundo dia, comecei vendo Startup em uma grande empresa: a evolução de um processo. A palestra foi diferente do que eu pensava: na verdade, foi um relato de como foi feito um sistema dentro do Yahoo!, nos modelos de uma startup. É interessante para saber como uma startup funciona, mas ao mesmo tempo ao meu ver a discussão original foi perdida, que é “Como fazer uma grande empresa deixar você montar um sistema nos moldes da startup?”. Depois, vi O grandiosismo dos loucos, e achei muito superficial novamente. A discussão foi sobre posts estranhos nos blogs de pessoas famosas no mundo dos métodos ágeis. O problema com essa palestra foi claramente isso: a superficialidade. O nome da palestra remete uma discussão tão profunda, que me decepcionei (achei legal a frase final: “mesmo que quem falou tal coisa for um renome em determinada área, tenha senso crítico”. Só não acho que vale uma palestra inteira sobre o assunto). Se eles soubessem o que eu ouvi na UFABC, acharia esses “loucos” até sãos…

Na palestra seguinte, viajei. Esperava ver uma palestra, mas era a palestra dos patrocinadores. Fui na da Thoughtworks, mas achei-a propaganda demais, diferente da que eu vi no do ano passado aonde eles até citavam os projetos sociais que eles ofereciam (detalhe interessante, eu nunca consegui descobrir quais projetos sociais são esses, mesmo falando com pessoas de lá de dentro). Por fim, vi a palestra Agile Transitions – Culture of Change or Change of Culture?, que foi bem diferente do que imaginei, mas foi MUITO boa. Isso porque ela deu uma visão de coaching, sobre como fazer para promover uma mudança dentro de uma empresa. E eu achei legal o método socrático na hora de promover essa mudança: não responder nada, apenas perguntar, e esperar os próprios funcionários chegarem na solução. Fantástico, e é uma técnica que eu pretendo aplicar algum dia.

Por fim, sexta-feira. Minha palestra. Mas isso fica para o próximo post, que já me extendi demais por um só :).

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